“Admito, a culpa foi minha. Foi tudo culpa minha. Eu que vivi esse tempo todo criando diálogos que nunca existiram, fantasiando momentos que jamais aconteceram, e fazendo da nossa história um faz de conta. E você deve tá se perguntando; “Que história?” Essa daí que nunca existiu. Essa daí que eu inventei esse tempo todo. Essa daí que nunca vai acontecer. E é triste ter que admitir pra mim mesma que tá na hora de acordar e viver. Sei que sonhar faz um bem danado, mas depois pra conseguir acordar pra realidade dá um trabalho.”
“O que você tem que me prende tanto a você?”
“Tem beijo que parece mordida, tem mordida que parece carinho. Tem carinho que parece briga, tem briga que aparece pra trazer sorriso. Tem riso que parece choro, tem choro que é por alegria. Tem dia que parece noite, e a tristeza parece poesia. Tem motivo pra viver de novo, tem o novo que quer ter o motivo. Tem aquele que parece feio, mas o coração nos diz que é o mais bonito.”